Cabral Ka More

É o pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo-Verde.
É o Che Guevara Africano.
Foi assassinado a 20 de Janeiro de 1973, antes de ver aquilo porque tanto lutou: a independência da Guiné proclamada unilateralmente no mesmo ano por um tal de...Nino Vieira... em Madina do Boé e mais tarde, a independência de Cabo-Verde.
Autoria do assassinato: desconhecida. Por agora apenas especulações.
No Sábado passado pedi a um pintor moçambicano para, em conjunto, fazermos um exercício imaginário:
Se Amílcar Cabral não tivesse morrido em que tipo de homem se teria tornado?
Podia ter acontecido, disse-lhe eu, aquele fenómeno típico dos grandes libertadores: tornarem-se em facínoras ditatoriais.
Não acredito. Respondeu-me de imediato.
Perguntei-lhe: o que de pior pode acontecer a um Amílcar Cabral?
Respondeu-me: precisamente o que lhe aconteceu, ser assassinado.
Lívio de Morais ofereceu-me um bloco (castelo) com desenhos que fez para mim enquanto esperava que eu chegasse ao nosso encontro. Combinámos rezar. Combinámos ter fé na Comunidade e na Ingerência Internacional num país que está neste momento em suspenso. Mas o que mais combinámos, eu e este pintor de multidões africanas e de mães com filhos às costas, foi o de tentarmos manter vivo o espírito de Amílcar Cabral porque, como diz uma canção:
Cabral Ka More.
Cabral Ka More.
Atenção aos Ninos, aos Yalás e aos Sanhás, que o Homem Cabral Não Morreu.
Vai em frente Cabo-Verde. Boa Sorte Guiné-Bissau.
Catarina Miranda

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