5/17/2005

Cabral Ka More





É o pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo-Verde.
É o Che Guevara Africano.
Foi assassinado a 20 de Janeiro de 1973, antes de ver aquilo porque tanto lutou: a independência da Guiné proclamada unilateralmente no mesmo ano por um tal de...Nino Vieira... em Madina do Boé e mais tarde, a independência de Cabo-Verde.
Autoria do assassinato: desconhecida. Por agora apenas especulações.
No Sábado passado pedi a um pintor moçambicano para, em conjunto, fazermos um exercício imaginário:

Se Amílcar Cabral não tivesse morrido em que tipo de homem se teria tornado?

Lívio de Morais, pintor...e escritor, respondeu que devia ser mais do tipo de Samora Machel do que de Joaquim Chissano.


Podia ter acontecido, disse-lhe eu, aquele fenómeno típico dos grandes libertadores: tornarem-se em facínoras ditatoriais.

Não acredito. Respondeu-me de imediato.

Perguntei-lhe: o que de pior pode acontecer a um Amílcar Cabral?

Respondeu-me: precisamente o que lhe aconteceu, ser assassinado.

Lívio de Morais ofereceu-me um bloco (castelo) com desenhos que fez para mim enquanto esperava que eu chegasse ao nosso encontro. Combinámos rezar. Combinámos ter fé na Comunidade e na Ingerência Internacional num país que está neste momento em suspenso. Mas o que mais combinámos, eu e este pintor de multidões africanas e de mães com filhos às costas, foi o de tentarmos manter vivo o espírito de Amílcar Cabral porque, como diz uma canção:
Cabral Ka More.
Atenção aos Ninos, aos Yalás e aos Sanhás, que o Homem Cabral Não Morreu.


Vai em frente Cabo-Verde. Boa Sorte Guiné-Bissau.


Catarina Miranda

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