4/13/2005

O Público e o Expresso

Agora para se ler o Público na net tem de se pagar. Não sei qual foi a justificação, mas lembro-me de há uns anos, num editorial do Expresso, defender-se que era assim que faziam os grandes jornais de referência mundial. E o Expresso como é conhecido de Bariloche a Katmandu é claro que também não podia ser lido à borla. A maralha que pagasse. Fiquei desta forma esclarecido que para o Expresso o International Herald Tribune e o New York Times, que diariamente pela manhãzinha recebo na caixa de e-mail sem pagar um centavo, não fazem parte desse selecto grupo. O Expresso prefere antes a companhia d’O Correio de Bratislava, que em cada edição estampa no cabeçalho as máximas morais do grande colunista João Carlos Espada. É assim que por aquelas bandas homenageiam este pensador pelo seu contributo para a queda do comunismo. O Público junta-se agora ao clube. Mas eu sou um leitor fiel. E por isso vou fazer a assinatura. Não é por mim que vão à falência e que o Belmiro os põe a todos a lavar o chão do Continente. Aliás, este meu exílio não seria suportável sem o genial Prado Coelho, que ainda há umas semanas se extasiava com a colecção de fotografia do Ministro da Economia e daí antevia uma nova política económica. Como é que eu não pensei nisto? Afinal, Frederico II da Prússia, amigo de Voltaire, embora à pancada, juntou os Estados germânicos. Catarina da Rússia, patrocinadora das artes, mandou todos os amantes para os calabouços e unificou o sul da Rússia, levando assim a prosperidade aos bárbaros do Caucaso. E Hitler e Goering, o primeiro pintor, o segundo ávido coleccionador de arte, muito antes de Monet, se bem que por meios heterodoxos, já promoviam o mercado único europeu.

Tiago Fernandes
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