4/04/2005

Não se deve contrariar a natureza

Não gosto do mar. O mar é de uma banalidade insuportável. Por isso não gosto de água. Desde os meus 14 anos que deixei de beber água.

Hoje dormi mal. Estive estranhamente consciente do meu próprio ressonar, o que me impediu de ter um sono profundo e reparador. No entanto, quem olhasse para mim veria um ser fossilizado, como os crocodilos quando dormem.

O que me une aos outros é o hábito de mentir. O hábito de dissimular a amizade.

O amor é uma emoção demasiado violenta para mim. Ser amado é como ter um vizinho violento com uma espingarda carregada na casa ao lado.

António Vergara
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