3/31/2005

Tradução

“Flame Patrícia, Ki bu kré ainda, um ta dabo tudu di meu ka bu négal, ami kre sunha mabo beleza na mar. bjs.

Mais do mesmo. Ele insiste na hora do expediente com a mesma mensagem mas desta vez estou preparada, não lhe vou responder. É demasiado. Não estou à altura. O telefone a tocar, aí está, agora é de viva voz. Vou atender. “Não te quero pressionar mas o mínimo que podes fazer quando um tipo te oferece o mundo é dares-lhe uma resposta ou tás-te a armar em díficil, nem parva és, és parvinha. Não te quero pressionar mas estou à porta da tua empresa.Para saires tens de passar por mim.” Estou a caminho da porta. Nem mais, o “cavalo” estava à minha espera. Decidi-me nesse preciso momento. Já levava a chave do carro no bolso para o que desse e viesse. Agarrei-lhe na mão e, com o olhar, indiquei-lhe a porta do carro, lado do condutor, “Agora leva-me para onde quiseres, para o estádio da luz, para a Jamaica, para onde quiseres... ou queres que eu te conduza?". Arrancou e levou a primeira até à última, já cheirava a queimado mas foi o suficiente para se acalmar. Olhei sempre para a estrada mas conseguia vê-lo pelo canto do olho. Um verdadeiro espécime do reino animal. Cruzei as pernas... com força e assim ficaram até chegarmos ao parque de estacionamento de um restaurante que, com certeza, estava vazio. “O quê, tanta coisa para irmos almoçar? Se me queres dar o mundo dá, não estejas com rodeios”. Mordeu o lábio mas emendou a mão e beijou-me. Começámos a avançar mas deu-me uma daquelas cãibras. É o que dá fazer isto nos carros. Ficámos a rir e a dizer estupidezes durante meia hora. Fomos para casa e telefonei para a empresa a dizer que estava doente. Ainda pensei “epá não me ando a dedicar ao trabalho” mas depois passou-me.

Patrícia H.
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