3/27/2005

Ruivas: Tese ou Antítese?

Se eu fosse homem, gostava era de ruivas. Peles leitosas, sardentas, olhos mel, quase licorosos, cabelos vermelhos, cor de canela. As ruivas têm uma magia que nenhum outro tipo de mulher tem, lembrando-me sereias que, acredito firmemente, ainda hoje vagueiam lá para os lados dos fiordes nórdicos, onde o tempo não passa. Por nada. Por ninguém. É incrível como a Natureza tem um sentido estético/cromático tão apurado. Se virmos bem, as cores do Homem contrastam com uma perfeição assustadora com as cores do meio que o rodeia. A ver: no deserto africano, onde o tom predominante é o amarelo, as peles tendem a ser negras; nas luxuriantes paisagens verdes dos highlands, os cabelos vermelhos são a tónica; nas placas geladas, onde o branco fere os olhos, a pele volta a escurecer, ainda que com um tom mais avermelhado... São inúmeros os exemplos desta estranha forma de sentido estético.

A Natureza deu-me cabelos pretos, pele tão branca que toca a anemia e sardas. Está, ou não, confusa, a Natureza?!



Ana Ataíde
Free Counters
Free Hit Counters