3/28/2005

Dizer Quase a Mesma Coisa Sobre a Tradução

“Flame Patrícia, Ki bu kré ainda, um ta dabo tudu di meu ka bu négal, ami kre sunha mabo beleza na mar. bjs."

Um sms em plena hora de expediente. Um abalo. A minha capacidade de trabalho acabou de diminuir para 20 por cento. Não percebo nada daquilo que ele me escreveu, soa bem mas estará a mandar-me à merda diplomaticamente, será um devaneio ou uma descarga de testosterona. Não há aqui ninguém que perceba a língua e mesmo que houvesse, não me atreveria, sei lá eu o que raio está ali escrito. Uma vez chamaram-me colonizadora bloqueada porque não percebia a letra dos funanás de um Cabral. Azar. Basta uma única palavra daquelas e a frase perde o sentido. Na verdade não quero resistir-lhe, à língua. Faltava-me isto numa altura em que estava tão entretida a pensar naquilo. Que maneira de arrumar uma gaja complicadíssima como eu. Não sei que fazer.
Tenho que traduzir a mensagem. Tenho que a traduzir.

Patrícia H.
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