3/30/2005

Clã

Actualmente, o termo clã, enquanto membros de uma tribo, desapareceu por completo. Julgamos ser coisa pré-histórica, da altura em que éramos (?) macacos, vivíamos em cavernas e aguardávamos placidamente que o macho dominante do grupo nos viesse montar. Errado!
Continuamos os mesmos macacos, vivemos em cavernas e aguardamos que o nosso macho nos venha montar, só que agora damos-lhe outros nomes. Agora, somos Homens (com agá maiúsculo) porque temos menos pelos, somos bípedes porque passámos a andar em duas pernas e ganhámos a oposição do polegar; vivemos em apartamentos ou vivendas e somos montadas pelos nossos maridos (ou não!). Modernices!...

Mas o que é verdadeiramente importante, ficou cá. A informação genética. Num cenário típico de um clã, uma atitude típica de um clã de macacos: em noite de café com os amigos motards, estavam cerca de 10 homens e 4 mulheres. Facto curioso, foi uma ter trazido a sua cria, com cerca de 3 anos, para entretenimento geral. Sem ninguém dar por nada, o nosso amiguinho afastou-se um pouco das mesas onde todos estávamos reunidos, como se tivéssemos uma fogueira invisível ao centro. Todos falavam e riam. Nesse momento, a nossa cria chilreou.

Reparei então que todas as mulheres do grupo se viraram e procuraram a "sua" cria com o olhar. O sentimento de perigo percorreu-nos a todas. E todas reagimos.

Os homens, nem a ouviram.

Ana Ataíde
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